7° Ofício de Natal começa a emitir certidões de forma automatizada e mostra o caminho: um acervo bem cuidado, com apoio da inteligência artificial
O 7° Ofício de Natal, sob a titularidade do tabelião e registrador Luis Célio Soares, tornou-se a primeira serventia do Rio Grande do Norte a emitir certidões de forma automatizada pelo RI Digital, plataforma nacional do Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR). É também pioneira no país a aplicar inteligência artificial na curadoria completa do seu acervo, padronizando-o segundo a ITN 004, norma recém-publicada pelo ONR.
Quem solicita uma certidão ao cartório, seja cidadão, advogado, corretor ou banco, já sente a diferença no prazo. Os pedidos das faixas do acervo já organizadas são atendidos com muito mais rapidez, e a certidão chega assinada digitalmente, podendo ser verificada por qualquer destinatário.
A parte tecnológica, que conecta o sistema da serventia ao RI Digital, foi resolvida com relativa facilidade, aproveitando a infraestrutura de interoperabilidade já disponível. O verdadeiro desafio, e o que ainda falta na maioria das serventias, está no acervo.
Foi esse problema que o 7º Ofício decidiu enfrentar de frente. Com o apoio da inteligência artificial, a equipe percorre o acervo inteiro, reconstitui a cadeia dominial, padroniza os indicadores real e pessoal, uniformiza os dados das partes e dos imóveis e consolida a situação jurídica atual de cada matrícula
Tudo segundo os critérios técnicos definidos pelo ONR, especialmente a ITN 004. O cartório continua respondendo pelo conteúdo de tudo o que a serventia expede.
A curadoria ainda está em andamento. As partes do acervo já revisadas e padronizadas já operam em regime automatizado. As demais seguem com conferência e vão sendo incorporadas aos poucos. Quando a curadoria terminar, todo o atendimento passará a funcionar nesse modelo.
A ordem foi deliberada: primeiro a qualidade da informação, depois a velocidade
"Não adianta querer certidão rápida se a informação não estiver bem organizada e correta", resume o registrador Luis Célio Soares. "A gente cuidou primeiro de revisar cada matrícula. com o apoio da tecnologia e seguindo as orientações do ONR. Só depois partimos para a automatização. Conforme o acervo vai ficando em ordem, mais pedidos são atendidos de imediato. A tecnologia ajuda na velocidade, mas a segurança vem do cuidado com as informações."
A experiência do 7° Oficio chega em um momento em que o cronograma nacional do Sistema
Eletrônico dos Registros Públicos (SERP) exige das serventias acervos estruturados e atendimento eletrônico ágil. E deixa uma lição clara: a organização do acervo não é tarefa para depois da tecnologia. É a condição para que a tecnologia funcione de verdade.
Fonte: Visão 360